quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Testemunho Parte II


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Muito antes disso, já tínhamos começado a entrar no mundo do homossexualismo, ficando entre nós, nisso eu tinha 14 anos.
A Ana nos falava o tempo todo de bruxaria e um mundo mágico, onde eu era uma ninfa da floresta e havia um garoto que dizia que era um elfo, que havíamos conhecido no garage, duendes e coisas do tipo, e eu cheguei a entrar num devaneio, em casa, sozinha, à noite, e tive a visão de como eu era no mundo mágico, e vi eles também em suas formas mágicas, e então sempre que podíamos abríamos círculos onde cada uma representava um elemento.
Voltando pro contexto do RPG, o menino que “mestrava” RPG pra gente tinha 15 anos e tinha um filho, e em outra ocasião, eu fui pra casa dele e levei benzina. Ficamos sozinhos em casa, e depois de muito usarmos aquilo naquele dia, ficamos muito “chapados”. E então, lembro-me que da última vez que o vi, ele estava sentado na cama rindo e eu na cadeira rodando, e de repente acordei (havia desmaiado) e ele não estava mais lá, procurei a casa toda e nada, daí desci pra ver lá embaixo e a portaria estava trancada, subi, acendi todas as luzes chamando-o e nada. Quando desci de novo, havia um carro do corpo de bombeiros na porta do prédio, e então consegui sair do prédio e um amigo nosso estava na porta e disse que ele havia caído da janela, 4º andar. Perguntei se ele estava bem, mas o tombo havia sido fatal. Eu tinha 14 anos.
Na minha vida escolar estava entrando no 2º grau, no qual fiquei parada por 2 anos no 1º ano e comecei a conhecer roqueiros na minha escola ligados à bruxaria também.
No decorrer desses fatos, comecei a usar maconha e a andar num outro grupo de roqueiros ligados ao skate, às drogas, ao homossexualismo e ao ocultismo também. Comecei a namorar um garoto do grupo e a ir cada vez mais me afundando nesse mundo do rock.
A minha vida dentro de casa era terrível, gritava com todo mundo, tinha que ser tudo do meu jeito, chingava minha avó e fumava maconha dentro de casa, nos arredores, para provocar. Cheguei a tentar suicídio algumas vezes, com remédio e outra vez, me cortando. Não tinha paz nenhuma na minha vida; quando todos saíam eu chamava todos do rock e promovia festas com muita droga (álcool, cocaína e maconha),
Fazia sessões de bruxaria dentro de casa, quando não tinha ninguém, e cheguei a envolver até a minha ex-cunhada com isso, e acabamos até ficando, em uma ocasião, o que gerou mais ódio no meu irmão por mim, e mais nos afastou, havendo momentos de brigas terríveis entre nós, em que pegávamos coisas para batermos um no outro, e numa dessas quase peguei uma arma com um traficante da redondeza para matá-lo, mas minha mãe sabendo, me implorou que não fizesse isso.

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