quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Testemunho Parte vII - FINAL


Tinha um menino em minha vida que eu namorava, mas eu sabia que eu ia ter que abrir mão dele, chegou ao ponto de em uma mesma noite eu e ele tenmos pesadelos, o primeiro foi o dele, que ele estava comigo numa rave e a gente tomava LSD e quando ele olhava pra mim não era mais eu, tinha me transformado; e eu tive um em que o diabo, representado por um travesti, ria da minha cara e eu tentava falar de Jesus e não conseguia, por causa da legalidade que estava em minha vida. Resumindo, quase enlouqueci por essa vida dupla que eu levava, até que um dia Deus usou um artificio para nos afastar, ao qual não vem ao caso citar aqui.
  Errei muitas vezes depois disso mas sempre me arrependendo e tentando mudar, até que um dia fui na Plena Unção levado pelo meu amigo José, e na volta do culto o Cleiton conversou muito comigo, muito mesmo, de uma forma que ninguém nunca tinha conversado, me falando de aspectos de Deus que eu antes nunca havia notado, me falando quem Deus se importa conosco até nos minímos detalhes de nossas vidas, e que Ele nos ajuda em todos os apectos de nossas vidas, então pude ver o cuidado de Deus por mim através da vida dele. Aleluia!!!!
Desde então, caí algumas vezes, mas graças a Deus, hoje estou firme na presença de Deus, preciso mudar muito ainda e aprender muito mesmo de Deus, mas estou disposta a me esforçar por Ele, e a viver minha vida com o motivo principal de agradar a Ele, pois sem Ele eu já não estaria aqui.
Espero, nas suas promessas.

No mundo eu ia buscar a vida e só encontrava a morte, em Deus eu busco a morte, mas só encontro a vida, e essa é eterna!

ALEGRIA E PAZ VERDADEIRA SÓ EM CRISTO. SÓ NELE HÁ VIDA ETERNA

Ps: Os nomes aqui citados são ficticios, porque não poderia expor a vida de outros sem a devida autorização.

Testemunho Parte VI


...No ônibus, encontrei um celular e liguei para a dona do celular falando pra ela que queria devolver ele e tal, que eu tinha achado, coisa que eu jamais faria em outras ocasiões, aquele dia era mesmo o dia da mudança.
Chegando na Lapa fumei maconha e tomei metade de um quadrado de LSD, então fiquei muito chapada e ficava tendo várias opiniões ao mesmo tempo, estava extremamente confusa. chegou uma hora em que eu estava conversando com um conhecido e de repente olhei pra ele, mas não o reconheci, e comecei a achar que ele queria me roubar, depois que eu percebi a minha confusão, começei a achar que eu estava ficando louca de vez, pois quando a pessoa toma LSD ela corre o risco, de entrar em uma onda e nunca mais sair, e então clamei a Deus, pois na palavra Ele diz "...e o que vier a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora" Jo 6.37, clamei para que aquilo não acontecesse, e no mesmo instante começei a chorar, e Deus abriu meus olhos e me fez enxergar o caos que estava a minha vida, tava desempregada, sem estudar, pichando muros, tomando várias drogas até em dia de semana, entre outras coisas. E então me arrependi e entrei em desespero, um desespero tão grande que era como se a menor parte de mim fosse eu mesma, e o resto fossem demônios se revezando dentro de mim, como se fossem várias personalidades.. experimentei a loucura.
Eu tinha acabado de comprar um maço de cigarros, e quando olhei para ele, não acreditei que havia voltado a fumar, e então joguei fora cheinho, fui até o ponto de ônibus mas o ônibus não passava e eu tive a nítida impressão de que iam tentar me impedir de voltar para casa, então tomei um táxi e vim chorando todo o caminho mas não falei nada sobre isso para o taxista por medo de que ele se aproveitasse da situação.
Chegando em casa toquei e toquei a campainha, mas ninguém veio abrir a porta; e eu em desespero, parecia que tudo estava conspirando para que eu não voltasse para Deus; daí eu pulei o muro de casa e cai em prantos, peguei dinheiro, paguei o taxista (nesse momento era como se eu fosse uma das personalidades, um demônio).
Entrei no quarto e pedi para o meu irmão e para a sua namorada que lá estavam, para orarem por mim, mas eles, por não serem evangélicos, não puderam, então chamei minha avó, mas ela não estava orando com autoridade, então pedi para ligarem para o pastor da igreja a qual eu pertencia Reconciliação e vida, e ele veio com sua esposa; (eu via, como se fosse uma multidão de demônios me cercando, e eu clamando e clamando) e orou por mim com autoridade, e cai estirada no chão e me debatia e gritava e chorava, e a cocaína que eu tinha cheirado eu botei pra fora pelo nariz e, em alguns momentos, vieram vozes estranhas que sairam pela minha boca gritando coisas como:
-Eu não vou sair.
Mas o demonio teve q bater em retirada porque diante do nome poderoso de Jesus, Ele não poderia permanecer pois Jesus já o derrotou na cruz, pagou um alto preço pelas nossas vidas.
E eu tirei meus piercings nessa hora também, e enquanto me debatia com violência, ouvia algumas vozes, no meus ouvido.
Obs: Antes deles chegarem, eu tinha jogado toda a droga privada abaixo, e era muita maconha e um comprimido de extase.
Quando a pastora foi orar pela tatuagem, ela quase teve um ataque cardíaco.... depois de eu ser liberta, tomei banho e dormi.
Então voltei pra casa de Deus mas continuava com uma vida mundana, tendo vezes que eu ia pra igreja e ouvia uma voz dizendo pra sair dali, porque meu lugar não era ali, mas resistia a voz e permanecia, tinha vezes também que eu tentava louvar, mas tinha como que um nó na minha garganta, mas eu continuava.

Testemunho Parte V


Daí por diante cheguei a cair 2 vezes em tentação (fumando maconha) logo no início, mas me arrependi e continuei, fiquei firme dois anos e meio, fui batizada, lia a palavra, me esforçava para dar o melhor de mim a Deus, mas depois desses 2 anos e meio, no fim de 2007, comecei a ficar de conversa com um menino na internet, e a palavra é bem clara quando diz "Não vos enganeis, as más conversações corrompem os bons costumes" 1Co 15.33 Chegamos a ficar, e eu, como gostava dele, não consegui me arrepender, daí então voltou tudo a ser como era e pior ainda e muito, mas muito mais rápido, voltei a ficar com meninas, fumar maconha; em menos de 4 meses estava fazendo tudo que eu fazia com maior intensidade e usando mais drogas do que antes, então resolvi fazer uma tatuagem e a oportunidade apareceu e de graça, isso em maio de 2007, e eu a fiz de graça, mas para fazer usei muita cocaína, porque foram 6 ou 7 horas tatuando.

Lembrei que nessa época que me afastei, as pessoas vinham falar que Deus estava me chamando de volta, e eu dizia que ia voltar, mas não naquela hora, chegando a uma vez, uma irmã até me chamar de cara de pau por fazer isso, mas na minha mente se eu declarasse que não ia voltar, eu iria perder a proteção dele, e como eu ia a muitas favelas, precisava dessa proteção, ou seja tentando enganar Deus, mas na verdade eu estava enganando a mim mesma.

No dia que fiz a tatuagem, mais cedo, eu conversei com um colega que se não era para fazer o bem não havia motivo para viver, até meio que evangelizei ele, e depois fui fazer a tatuagem.

Fiz o primeiro desenho da tatuagem na sexta e fiquei de voltar na segunda para fazer o segundo, pois eram quatro desenhos, que cobririam minhas costas todas, e teriam que ser feitos em 4 seções de 6h cada uma.

Saindo de lá fui pro ponto de ônibus e lá estava um aleijado de bengala que chingava uma senhora, e a senhora agüentava quieta, até que não agüentando ver isso, um homem veio no intuito de bater no aleijado e o empurrou, daí eu comecei a gritar em defesa dele, porque era injusto bater nele, porque ele era aleijado, e que eu ia chamar a polícia... Penso eu, que Deus olhou meu coração e viu que eu estava querendo sair daquela vida (morte).

Testemunho Parte IV


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Depois dessa viagem, no aniversário de 14 (acho) anos da Julia, ela conseguiu arrumar R$100,00 e então fomos no morro (eu, ela, Camila e João) e compramos tudo de cocaína e cheiramos tudo naquela noite, foi a primeira vez que cheirei. Prometi que não voltaria a fazer isso nunca mais, menti, pois cerca de 1 ano ou mais depois, nas minhas idas ao garage e à Lapa, comecei a andar com pessoas que usavam muito e passei a fazer também, apesar de não comprar, sempre aparecia alguém que me dava, e maconha também eu sempre tinha muita droga, apesar de não ter dinheiro.
Nas minhas muitas idas à favela ora do Manguinhos, ora do Jacaré (as que eu ia mais, chegando a ir quase todos os dias), teve vezes que quase morri, mas Deus me deu livramento, uma vez no Boréu, outra em Parada de Lucas, Vou contar com detalhe a experiencia do Boreu...
Um dia, eu estava na Lapa com a Julia, um amigo nosso e um morador local, então conhecemos um homem que botou muita cocaína para nós cheirarmos, só que quando acabou, entramos todos no carro dele e fomos comprar mais, só que eu queria ir no morro Querosene mas acabamos indo no morro do Boréu.
Chegando lá, ele comprou muito pó e eu fiquei falando muito, e pela muita experiência com as drogas, eu sabia fazer chá de cogumelo, chá de trombeta, crack e tinha idéia de como se fazia haxixe. Eles (os traficantes) estranharam, e acharam que eu tinha alguma ligação com tráfico também, e o cara que nos levou lá falou para eles, sem nós sabermos, que estávamos querendo ir no Querosene, facção rival da favela em que estavamos. Entramos no carro pensando que íamos embora eu, Julia e o nosso amigo antigo, só que ao invés de entrar o motorista, o homem que nós tinhamos levado pra lá, quem entrou foi um traficante, e nos levou para cima do morro, e falou que íamos morrer, e que não tinha jeito; mas tinha uma imagem de Jesus Cristo na boca de fumo, e eu me lembrei dEle, e falei pro traficante:
- Tem amor a Jesus Cristo?
E então Deus nos deu livramento naquele dia.
Na favela Parada de Lucas, Deus me deu sabedoria para responder bem, apesar de ter estado a noite inteira cheirando, e já estar na loucura da cocaína. Se eu houvesse respondido a verdade, teria morrido, pois eu estava em uma favela de facção rival a facção da minha área.
No Garage eu conheci um garoto chamado Pedro e ficamos amigos, e eu ia pra a casa dele sempre e ficava lá, tinha até 2 camas na casa dele, uma minha e outra dele, éramos só amigos, nada além disso, mas ele sempre me dava drogas (maconha e crack, eu sempre tinha, isso nunca me faltava).
Mas um dia, após haver tomado uma caixa de Benflogin com vodka e fumado muito crack, havia tomado no dia anterior, eu estava na casa dele e então aconteceu que Deus fez como que se me abrisse os olhos e eu pude ver a minha vida, o caos que ela estava, e então decidi que queria ser crente e quebrei minhas enormes unhas pretas, tirei meu pentágrama, meu ankh, que já estavam comigo há anos, tirei meu cinto prateado e fui para casa, mas como cheguei não sei.
Na volta para casa, dentro do ônibus, fiquei como que maluca, tive a impressão de que o ônibus estava andando em círculos, mas só lembro de flashes dessa volta para casa, e lá chegando estava possuída, ficava falando o tempo todo para minha mãe:
- Aceita Jesus no seu coração? Muitas e muitas vezes depois comecei a, ajoelhada e sem roupa, cantar com uma voz horrorosa:
- Maior é o que está em nós do que o que está no mundo...
Depois comecei a falar que nem japonês e depois com sotaque espanhol e isso durou quase 2 dias, sendo que em algumas ocasiões nesse tempo, eu ouvia uma voz me dizendo que eu só iria conseguir me libertar se eu me matasse, e eu tentei de algumas formas totalmente ineficaveis faze-lo (me matar), mas pela graça de Deus eu estava num estado de consciência tão precário que eu não cheguei nem perto de conseguir, e então minha cunhada foi correndo chamar a pastora na igreja e veio ela e duas irmãs, e começaram a expulsar os demononios que estavam em mim (só lembro de flashes) e então elas começaram a falar na língua dos anjos e o dêmonio que estava em mim falou pra elas falarem em latim porque aquela língua ele não entendia, tentou bater nelas mas ao levantar a mão para faze-lo, teve (tive) a mão paralisada no ar mediante o nome de Jesus que a irmã falou. E então elas conseguiram por a roupa em mim e me levaram para a igreja, como que à força, chegando na porta o dêmonio que estava em mim gritou: -Não entre! e nada fazia eu entrar até que minha ex cunhada falou que eu ia entrar sim em nome de Jesus e me empurrou com toda força, daí eu entrei mas dava alguns passos e tentava fugir, quando me botaram lá na frente eu cuspi no pastor, nas irmãs e quando o pastor botava a mão na minha cabeça eu tirava até que, graças ao poder de Deus, eu fui liberta, e voltei a minha plena consciência.
Dentro do gabinete eu fui recebida de volta “à vida” (verdadeira) e então o pastor perguntou do que eu estava mais aliviada, e eu falei que era do cheiro de cio que a pomba gira que estava em mim exalava através de mim (nojo).

Testemunho Parte III


Eu era atormentada de dia e de noite, porque quando eu estava dormindo, minha avó me disse que era como se eu ficasse me mexendo na cama, e não sossegava, ou ficava falando dormindo, e quando estava acordada destruia tudo dentro de casa, chegando até a quebrar o vidro da janela do meu quarto dando soco nele, e batia todas as portas em que eu passava com força, promovia o caos em todo o lugar em que eu ia; ás vezes, tinham que me amarrar com lençol dentro de casa pra eu sossegar, e minha avó até tentava me exorcizar, pondo óleo ungido na minha cabeça, mas não adiantava porque não era esse o meu desejo.

Ia quase todos os dias em morros diferentes comprar maconha, e já até pensei em virar traficante, mas minha mãe me aconselhou que não virasse, porque iam querer abusar de mim lá em cima e tal. Minha mãe era a única pessoa pra quem eu contava todas as coisas que acontecia comigo, porque ela não me criticava, somente me aconselhava, e às vezes ia até em alguns lugares comigo, como o garage e a lapa; mais tarde eu fui saber que ela fazia isso, pra poder ficar por dentro da minha vida, porque ela sabia que se ela me criticasse, eu não ia contar mais nada pra ela.

Comprava quase todos os dias muita maconha e cheguei a ser detida por 3 vezes, sendo que por ser menor, apenas chamavam meus pais na delegacia, e eu não cheguei a entrar em uma cela.

Um dia conheci uma menina chamada Julia, na época ela tinha 13 anos e eu 16; e ela tinha uns tios ricos, e então começamos a andar juntas, e conforme o vicio foi tomando conta dela, ela passou a roubar whisques 21 anos e 18 anos, dinheiro, jóias e comida desse tios, e então vendíamos e comprávamos roupas e drogas, e vivíamos num certo luxo, no lixo de vida que vivíamos; houve dias em que ficávamos cheirando cola pelas ruas durante semanas, e tinham meninas de família, bonitas mesmo, que ficavam cheirando cola com a gente, mas sempre voltávamos pra casa, não éramos como mendigas não.
Depois veio a Roberta, a menina mais doida que eu conheci, com ela ficava dias fora de casa, na casa dela ou na casa de amigos dela, hora fumando crack, ora fumando muita maconha, apesar de acharmos estranho ela ter dinheiro, não perguntávamos da onde ela tirava, mas desconfiávamos que ela era prostituta, mas nunca descobrimos se isso era de fato verdade.

Teve uma vez que viajamos para Penedo e depois para São Paulo. Em Penedo ficamos na casa de uma amiga dela, e em Rezende, que fica perto de Penedo, ficamos em uma casa, meio que abandonada, e por perto tinha um pasto, nos embrenhamos no pasto à cata de cogumelos, foi a primeira vez que tomei chá de cogumelo, chegamos a invadir a noite um cemitério local para lá usarmos droga.

Na nossa ida para São Paulo, fomos de carona de caminhão, com bastante dinheiro, mas ficávamos pela rua pedindo dinheiro e comida e o dinheiro que tínhamos, gastávamos com drogas, Houve um dia em que invadimos um cemitério com um grupo de roqueiros mais novos e menos safos que a gente, e adentramos uma sepultura na parte em que se colocam os ossos embaixo do túmulo e fumamos crack ali, eu e ela, eles fumaram apenas maconha.

Andávamos pelas ruas de São Paulo com as nossas roupas no corpo as vezes até 3 ou 4 peças, uma por cima da outra, e as vezes que dormimos, como éramos menores, pedimos para um rapaz que conhecemos, para nos hospedar em um hotel, e ele ficaria como que sendo nosso responsável, tivemos que dormir ao lado dele na cama, mas não aconteceu nada, porque uma coisa de que eu tinha muito orgulho de ser, era ser lésbica, apesar de ficar com uns meninos de vez em quando, só que sem ninguém podia saber, pra eu não perder o respeito que eu tinha adquirido, no meio dos garotos, porque só andava no meio deles, como se fosse um deles, não por roupas, mas pelo linguajar. Voltamos para casa de carona de caminhão, não sei bem certo quanto durou a viagem, mas acho que foi uma semana ou mais, isso sem avisar nada pra ninguém da minha família.

Testemunho Parte II


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Muito antes disso, já tínhamos começado a entrar no mundo do homossexualismo, ficando entre nós, nisso eu tinha 14 anos.
A Ana nos falava o tempo todo de bruxaria e um mundo mágico, onde eu era uma ninfa da floresta e havia um garoto que dizia que era um elfo, que havíamos conhecido no garage, duendes e coisas do tipo, e eu cheguei a entrar num devaneio, em casa, sozinha, à noite, e tive a visão de como eu era no mundo mágico, e vi eles também em suas formas mágicas, e então sempre que podíamos abríamos círculos onde cada uma representava um elemento.
Voltando pro contexto do RPG, o menino que “mestrava” RPG pra gente tinha 15 anos e tinha um filho, e em outra ocasião, eu fui pra casa dele e levei benzina. Ficamos sozinhos em casa, e depois de muito usarmos aquilo naquele dia, ficamos muito “chapados”. E então, lembro-me que da última vez que o vi, ele estava sentado na cama rindo e eu na cadeira rodando, e de repente acordei (havia desmaiado) e ele não estava mais lá, procurei a casa toda e nada, daí desci pra ver lá embaixo e a portaria estava trancada, subi, acendi todas as luzes chamando-o e nada. Quando desci de novo, havia um carro do corpo de bombeiros na porta do prédio, e então consegui sair do prédio e um amigo nosso estava na porta e disse que ele havia caído da janela, 4º andar. Perguntei se ele estava bem, mas o tombo havia sido fatal. Eu tinha 14 anos.
Na minha vida escolar estava entrando no 2º grau, no qual fiquei parada por 2 anos no 1º ano e comecei a conhecer roqueiros na minha escola ligados à bruxaria também.
No decorrer desses fatos, comecei a usar maconha e a andar num outro grupo de roqueiros ligados ao skate, às drogas, ao homossexualismo e ao ocultismo também. Comecei a namorar um garoto do grupo e a ir cada vez mais me afundando nesse mundo do rock.
A minha vida dentro de casa era terrível, gritava com todo mundo, tinha que ser tudo do meu jeito, chingava minha avó e fumava maconha dentro de casa, nos arredores, para provocar. Cheguei a tentar suicídio algumas vezes, com remédio e outra vez, me cortando. Não tinha paz nenhuma na minha vida; quando todos saíam eu chamava todos do rock e promovia festas com muita droga (álcool, cocaína e maconha),
Fazia sessões de bruxaria dentro de casa, quando não tinha ninguém, e cheguei a envolver até a minha ex-cunhada com isso, e acabamos até ficando, em uma ocasião, o que gerou mais ódio no meu irmão por mim, e mais nos afastou, havendo momentos de brigas terríveis entre nós, em que pegávamos coisas para batermos um no outro, e numa dessas quase peguei uma arma com um traficante da redondeza para matá-lo, mas minha mãe sabendo, me implorou que não fizesse isso.

Testemunho Parte I

Ola eu sou Gisele, tenho 22 anos, e quero através desse blog, contar o meu testemunho, e anunciar as maravilhas que Jesus fez na minha vida e atraves dela, essa foto que está ae em cima, foi tirada antes de eu ser transformada pelo Poder de Deus, para que possam comparar com a nova que será postada brevemente.

Quando eu era pequena, eu era levada em igrejas, dentre elas cabe destacar a Igreja da Graça, onde tive uma experiência com Deus; estando eu com infecção urinária, eu orei e pedi a Deus para me curar e assim foi, cheguei a dar testemunho na igreja dessa cura, mas foi a minha única experiência com Ele quando pequena.

O meu pai e minha mãe se separaram, e todas as noites eu pedia a Deus que eles voltassem, mas isso não aconteceu, aos poucos fui deixando de pedir isso.

Pelos 12 anos, eu comecei a me amigar com a Camila, que era da minha escola, cuja avó jogava tarôt mas também lia a bíblia, uma pessoa muito “cabeça aberta” e engraçada, acabava passando mais tempo na casa dela do que na minha, e por esse tempo fiz uma oração a Deus, a última de muitos anos. Eu disse:
- Eu só vou dar uma olhadinha (no mundo).

E então comecei a sair pro shopping, tinha o meu grupinho que era essa menina da escola e mais uma , a Pietra, cuja mãe era mãe de santo, e depois do shopping a gente sempre ia beber, e aos domingos íamos na Raio de Sol ”ficar” um pouco, e essa rotina durou um tempo e a gente sempre estava na casa da última menina. Um dia a gente levou benzina para “baforar” lá, ficamos numa onda muito louca, ouvindo coisas, e começamos a fazer isso sempre, e a “baforar” loló também e começamos a andar em outro grupo e a jogar RPG nesse grupo (Vampire dark age – Vampiro, a idade das trevas) e a ouvir muito rock e a ir pro garage.

Nessa época, já tínhamos conhecido o que seria uma integrante substituta da Pietra, a Ana, porque a Pietra não podia sair tanto quanto nós, e essa menina era bruxa e começou a nos seduzir para o mundo dela, para o RPG,que também nos seduzia, para o ocultismo e os poderes sobrenaturais das trevas, Pois como diz a palavra "Um abismo chama outro abismo" Sl 42.7


Um dia, andando pela rua, a Camila a me disse que queria ser bruxa quando ficasse adulta, eu na hora achei um absurdo, mas depois comecei a entrar na onda também. A gente começou a andar toda de preto e compramos alguns cordões bem góticos, o dela era um anjo numa cruz e o meu era um ankh, “símbolo da eternidade”, e saímos com essa roupa, na sexta-feira santa, para provocar as pessoas.
Obs.: Eu coloquei esse ankh dentro da bíblia para saber se ele era do mal ou não, depois de um tempo, quando fui abrir a bíblia, ele estava quebrado.

Começamos a roubar também, nós quatro, a gente chegava nas Lojas Americanas com a mochila vazia e saía com ela cheia com bebidas, doces, coisas de estética, material de escola e até roupas, já cheguei até a ir sozinha fazer isso. Roubamos também livrarias e casas esotéricas, cheguei a roubar 2 livros de RPG, trinta e poucos livros de bruxaria e um altar inteiro de bruxaria(caldeirão, punhal, vassoura, pedras, incensos, imagens, entre outras coisas) e nunca fui pega.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

~ Soneto 65 ~


Se bronze, pedra, terra, mar sem fim
Estão sob o jugo da mortalidade,
Como há de o belo enfrentar fúria assim
Se, como a flor, é só fragilidade?

Como há de o mel do estio respirar
Frente o cerco dos dias, que é implacável,
Se nem rochas o podem enfrentar
Nem porta de aço ao Tempo é impermeável?

Diga-me onde, horrível reflexão,
Pode o belo do Tempo se ocultar?
Seu passo é retardado por que mão?

Quem pode a ruína do belo evitar?
Só se eu este milagre aqui fizer
E a tinta ao meu amor um brilho der.


William Shakespare

~ Soneto 29 ~


Quando, malquisto da fortuna e do homem,
Comigo a sós lamento o meu estado,
E lanço aos céus os ais que me consomem,
E olhando para mim maldigo o fado;

Vendo outro ser mais rico de esperança,
Invejando seu porte e os seus amigos;
Se invejo de um a arte, outro a bonança,
Descontente dos sonhos mais antigos;

Se, desprezado e cheio de amargura,
Penso um momento em vós logo, feliz,
Como a ave que abre as asas para a altura,

Esqueço a lama que o meu ser maldiz:
Pois tão doce é lembrar o que valeis
Que está sorte eu não troco nem com reis
.

William Shakespare

Eterna Mágoa

O homem por sobre quem caiu a praga
Da tristeza do Mundo, o homem que é triste
Para todos os séculos existe
E nunca mais o seu pesar se apaga!

Não crê em nada, pois, nada há que traga
Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.
Quer resistir, e quanto mais resiste
Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.

Sabe que sofre, mas o que não sabe
É que essa mágoa infinda assim, não cabe
Na sua vida, é que essa mágoa infinda

Transpõe a vida do seu corpo inerme;
E quando esse homem se transforma em verme
É essa mágoa que o acompanha ainda!

Augusto dos Anjos


A árvore da serra

- As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho...
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!

- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pôs almas nos cedros... no junquilho...
Esta árvore, meu pai, possui minha’alma!...

- Disse - e ajoelhou-se, numa rogativa:
"Não mate a árvore, pai, para que eu viva!"
E quando a árvore, olhando a pátria serra,

Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!

Augusto dos Anjos

O Coveiro


Uma tarde de abril suave e pura
Visitava eu somente ao derradeiro
Lar; tinha ido ver a sepultura
De um ente caro, amigo verdadeiro.

Lá encontrei um pálido coveiro
Com a cabeça para o chão pendida;
Eu senti a minh'alma entristecida
E interroguei-o: "Eterno companheiro

Da morte, quem matou-te o coração?"
Ele apontou para uma cruz no chão,
Ali jazia o seu amor primeiro!

Depois, tomando a enxada, gravemente,
Balbuciou, sorrindo tristemente:
- "Ai, foi por isso que me fiz coveiro!"

Augusto dos Anjos

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Deus



Senhor, meu amado

minh’alma está silenciada,

nada se acha nela,

não há palavras,

isso se sucede, porque ela repousa,

está descansando em Ti,

quão confortáveis são Tuas consolações,

eis que a paz é comigo,

está como de diante de mim,

porque contemplo o Teu Altar,

e todas as minhas ansiedades estão

aos pés deste altar,

longe de mim,

mas o Teu Espírito, está comigo,

quero eu, cada dia mais próximo,

este Consolador,

tenho aprendido que não há silêncio,

em minh’alma,

porque, pela tua paz,

nela se ouve as multidões de gratidões

do Teu amor sem fim.


Wallace Amorim

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pombos

Olhei e vi
Dois pombinhos se beijando em baixo da janela,
Enquanto se beijavam ela quase caiu algumas vezes,
Mas eles continuava;
Um cuidando do outro, um procurando o outro,
Cada um na sua paixão, se unindo em afeto.
Ele saiu, ela ficou sozinha
Ela esperou e ele não voltou,
Ela passou e ele olhou, ele foi atrás dela,
Mas nem a havia alcançado logo desistiu,
E voltou para onde estava.
Ela se afastou mais um pouco, e nada,
Então, ela voou, e ele lá só ficou,
Até que se decidiu,
E voou, não sei se atrás dela,
Não sei se para outro canto,
Só sei que voou.

Moral: Quem não cuida do que tem, fica sem.


Gisele Padrão

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Silêncio


Uma coisa estranha aconteceu
Não era meu, nem nunca seria
Até que floreceu.

Os acontecimentos
foram se desencadeando
mudando coisas
novos rumos tomando

Digno de honra é o Senhor
E seu nome seja sempre exaltado
Quem entenderá seu agir,
Ou conhecerá sua sabedoria?

O que antes era alvo do amor
Disso nada restou?!
O que era antes alvo da crítica
Virou canção, virou poesia.

Quem fará entender sua Sabedoria?
Quem explicará seu plano?
Quem? Me diga Quem?

O Temor quando envolve,
Faz esperar,
A Voz quando brada
Faz agir.

Os sinais não são nossos. veja!
Os minutos se passam. Vemos?
As horas esperam. O q?

Gestos reprimidos,
Olhares interrogativos
Mãos ansiosas.
Corações acelerados.
Namorados.


Gisele Padrão

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Segundo a Bíblia

Diz a Bíblia que o nosso Criador
Fez o mundo em seis dias, simplesmente,
Deus criou Adão, puro, inocente,
Para exaltar as glórias do Senhor.

Vendo Adão tanta luz, tanto esplendor,
Uma idéia fatal lhe veio à mente: —
Pedir um companheiro ao Onipotente,
Para gozar de tudo igual favor!

E Eva lá se vem, e Adão vencido,
Foi levado a um pomar, por entre trevas,
Para comer de um fruto proibido!

E por castigo eterno ao crime bruto,
O pomar inda existe, e novas Evas,
Com a mesma história do maldito fruto!...

Adail Coelho Maia

Interrogação

Ris, por que ris de mim?julgas por certo
Que eu seja indigno de qualquer carinho?
— Ave perdida procurando ninho
Na solidão profunda do deserto?...
Vivo longe de ti, e a passo incerto
Sigo em silêncio o teu feliz caminho,
Porque sem ti me sentirei sozinho,
Trazendo o peito em mágoas encoberto.
Não sou capaz de profanar-te o nome,
Sofrendo embora esse martírio ardente,
Na fogueira do amor que me consome!...
Não rias, pois, da dor que me rodeia!
Olha que Deus proíbe e não consente,
Que a ente ria da desgraça alheia!...
Adail Coelho Maia

Ônibus

Vem atulhado de gente,
vai atulhado de gente,
gente que vai trabalhar,
gente que parte cansada,
gente que volta cansada
de um incurável cansaço.
Ônibus que é para todos
os que não podem parar
Ônibus de velhos, moços,
mulheres, meninos, crianças,
estudantes e pedreiros,
pintores e professores,
mecânicos e bombeiros
enfumaçados e tristes
a dormir durante a viagem.
Dormem, mas dormem que sono?
Dormem sonhando que sonhos?
Sonhos de amor ou de guerra?
No espaço ou no chão de terra?
Ai! daqueles que não dormem
e não têm sonho nenhum
no estreito aperto dos bancos
ou de pé aos solavancos
dentro do ônibus mortal
de uma vida não vivida
em que a maior alegria
tem um olhar de tristeza
ri meio sorriso triste
e não desce onde deseja
mas onde o trânsito quer.
Triste ônibus desta vida.

Abgar Renault

Sê tu a palavra

1.
Sê tu a palavra,
branca rosa brava.

2.
Só o desejo é matinal.

3.
Poupar o coração
é permitir à morte
coroar-se de alegria.

4.
Morre
de ter ousado
na água amar o fogo.

5.
Beber-te a sede e partir -
eu sou de tão longe.

6.
Da chama à espada
o caminho é solitário.

7.
Que me quereis,
se me não dais
o que é tão meu?

Eugénio de Andrade

Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão ,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e não guardo o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
Cecília Meireles

Gota de Água

Eu, quando choro,
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu.

António Gedeão

Mas, conquanto não pode haver desgosto


Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.
Luís de Camões

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Soneto 96

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça.
Amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
È astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma, para a eternidade.

Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

Shakespare

Soneto 23

Como no palco o ator que é imperfeito
Faz mal o seu papel só por temor,
Ou quem, por ter repleto de ódio o peito
Vê o coração quebrar-se num tremor,

Em mim, por timidez, fica omitido
O rito mais solene da paixão;
E o meu amor eu vejo enfraquecido,
Vergado pela própria dimensão.

Seja meu livro então minha eloqüência,
Arauto mudo do que diz meu peito,
Que implora amor e busca recompensa

Mais que a língua que mais o tenha feito.
Saiba ler o que escreve o amor calado:
Ouvir com os olhos é do amor o fado.

Shakespare

Soneto 17


Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
Shakespare

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Poesia


Em meio a rotina do dia-a-dia,
encontro tempo pra escrever minha poesia.
Passo todo meu sentimento,
seja ele amor, duvidas ou dor,
para esse pequeno momento,
em q escrevo a minha poesia.
A vida assim fica mais saborosa,
aproveitando cada momento do dia.
experimente ser diferente
daquilo que você está acostumado a ver;
descaso, abandono e egocentrismo,
o nosso mundo está cheio disso:
pessoas que não sabem o valor da vida,
se deixam levar pela rotina,
e quando percebem que riqueza é viver,
já é tarde, já está quase na hora de morrer.
Então viva cada dia com intensidade,
com amor, com carinho, com verdade.
cultivando amizades verdadeira,
que vão durar pra vida inteira;
ao invés de perder tempo
com um monte de bobagens
que não têm valor,
como a falsidade, a intriga e a fama.
Busque aquele que te ama,
que em todo momento
está pronto pra te ouvir,
e te dar alento.
e só assim poderá saber
o verdadeiro sentido da vida.

Gisele Padrão

O poeta

O coração do poeta sempre está dividido
entre sim e não,
entre compania e solidão,
entre falar e calar,
entre coração e razão,
entre agir e esperar,
entre ser e estar,
entre amigo e namorado,
entre beijar e ser beijado,
entre conquistar e ser conquistado,
entre pensamento, caneta, papel
e amado.
Gisele Padrão

Lua

Lua que brilha,
tanto na noite de alegria,
quanto na noite escura e fria.
Ilumina a riqueza,
e nos mostra a pobreza,
nos faz sorrir, e nos faz chorar;
Sentimentos guardados,
são expostos ao te olhar.
Doce e cruel luar.
Quem dera fosses como o Sol,
que nos faz parar para pensar,
em tudo que podemos mudar,
mas preferimos fechar os olhos,
e continuar
na estagnação,
vivendo na escuridão.
Sol que ilumina o nosso coração,
para nos mostrar
a podridão,a loucura,
a indiferença,que
em nos há
Quiça assim,
tua linda e inalcançável luz
servirá pra alguma coisa,
além do mundo iluminar,
na beleza,
a frieza do luar.

O universo é o teu lar
as estrela, meninas,
brincam só pra tua atenção
chamar,
mas você sempre linda,
intocável, na tua
esplendorosa solidão,
não percebe que a alegria
não está na exatidão,
está naquele que à vida da razão.

Olhando para o céu vejo a imensidão,
e a comparo com o vazio que há no coração,
lembro do autor da criação
e sei que só ele pode preencher esse vazio
e me tirar da escuridão.

Quem diria,
antes quando te adorava,
na ignorância o fazia.
agora sei, que por mais que sejas bela,
és criação.
Há uma luz
que ilumina o meu coração,
que me faz sair dessa ilusão,
de te ter como mãe.
Lua tú és linda,
porém não tens vida.
és tristeza, és amor,és paixão,
és dor,és inspiração
para a imaginação,
daquele que já te amou.
Nua e pura lua;
Inspira beijos apaixonados,
inspira a cruel separação,
inspira os namorados,
inspira a destruição.
Lua, até quando vai durar
essa tua solidão?
Quando as estrela começarem a cair,
e todos que antes te adoravam,
ver a morte os engolir.
Onde estará tua gloria, tua fascinação,
tua beleza, a pobreza,
a ambição?
Não haverá mais luto,
não haverá mais ilusão,
haverá verdade,
haverá renovação.
Mas será que de repente
você dure eternamente;
Então continuará existindo
Oh lua, a tua amarga solidão..
Gisele Padrão

A Noiva

Olha que lá vem ela
vestida de santidade
exalando pureza,
seus sapatos adornam seu pés
formosos.
Uma dama quase perfeita,
com o amor a arder no coração
e a espada como um buquê
em suas mãos.
Seu rosto brilhando como o Sol,
Seus olhos profunda bondade
Sua boca só fala a verdade.

Ela vem adornada de alegria,
a Paz é a sua aliança.
Vem ruborizada de esperança
Em suas tranças, de reis
a vassalos se encontram
num cárcere desejado.

Saltitando ela vem,
coração palpitando
porque a hora está chegando
de ela se encontrar nas alturas
com o seu amado.
O véu que os separavam
foi rasgado.
O acesso a sua presença para ela
foi liberado.

Ele a cerca constantemente,
Com o seu carinho e com os seus cuidados.
Um anseia pelo outro nesse amor,
que pelos séculos dos séculos,está eternizado.
Mas haverá o Dia, e que dia,
em que nada poderá impedir
a igreja,
linda noiva de subir,
e com o seu amado
o Cordeiro
se encontrar.
Aleluia, e com ela estarei,
a adorar o meu Deus,
meu Rei.

Gisele Padrão

Inspiração para violino

Eu componho minhas canções para o meu Amado
Mas quem é o meu Amado?

O meu Amado é doce e compreensivo,
companheiro de todas as horas e amigo.
Sabe mais de mim que eu mesma,
e possui muita beleza.
Quando estou aflita sei que nele posso confiar
e que todos os meus problemas Ele solucionará.

O meu Amado me ama de tal maneira,
que eu nem consigo imaginar,
Um amor tão forte que para sempre durará!
Quando falo com Ele me sinto numa paz,
numa alegria tão grande que nem sei como expressar.

O meu Amado nunca me deixou, nem me deixará,
O meu Amado para sempre amarei,
e Ele para sempre me amará.
Mesmo quando me revoltei contra Ele,
Ele me amou, me protegeu, e me esperou.
O seu amor me salvou!

O meu Amado é um Rei muito nobre,
porém muito humilde e amigo.
Guerreiro forte destemido,
não perde uma batalha de todas é vencedor,

O meu Amado é fiel, perfeito e sábio.
Sem Ele não sou nada,
Sem Ele não tenho alegria,
Sem Ele sou fútil e vazia,
Sem Ele não tenho Paz,
Sem Ele sou facilmente iludida,
Fico buscando coisas que não me trazem vida.

O meu Amado venceu a morte por mim e por você.
Triste e vazio é quem não o confessa
como Senhor e Salvador de sua vida.
Eu o confessei, e pelo seu sangue fui remida.
Sangue que purifica,Sangue que santifica,
Sangue poderoso que de todas as batalhas me faz vencedora.
O castigo que nos traz a Paz estava sobre Ele.
Há amor maior que esse?
Amor que dura eternamente.
Amor que nos deixa contente,
Amor que preenche esse vazio que a gente sente.
Amor sem interesse no dinheiro,
Amor forte e que não é passageiro.
Não preciso mais de ilusão,
porque o meu Amado me trouxe
verdade e satisfação.

O meu Amado me tirou de um posso de perdição,
onde tudo era aparência e interesse.
Onde há tristeza, drogas, revolta e depressão.
Mas Ele me pediu, e eu lhe entreguei meu coração,
e Ele me trouxe a salvação, amor, verdade e Paz.
Ele é o caminho que leva ao Pai.

Quem é o meu Amado?

Gisele Padrão

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ode ao gato

Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça, vôo.
O gato,
só o gato apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.

O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato
do bigode ao rabo,
do pressentimento ao rato vivo,
da noite até seus olhos de ouro.

Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma só coisa
como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de um navio.
Seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogar as moedas da noite.

Oh pequeno
imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.

Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
Profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
seguramente não há
enigma
na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertences
ao habitante menos misterioso,
talvez todos o acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gatos, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos
do seu gato.

Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço ao gato.
Tudo sei, a vida e seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica,
o gineceu com seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casaca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
o seu olho tem números de puro.

Pablo Neruda